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Discussão sobre processo criativo marca o primeiro dia de seminário

Por Nathália Coelho
                                                                                              
                                                        

Começou nessa segunda-feira (05) o II Seminário Nacional de Epistemologia do Romance estético como espaço de entendimento humano. Participaram da mesa de abertura a Diretora do Instituto de Letras, Rozana Naves, o coordenador do Programa de Pós-graduação em Metafísica, Evaldo Sampaio, e a vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Literatura, Anna More, além do líder do grupo de pesquisa, Wilton Barroso Filho. Entre outros pontos, os professores reiteraram a importância de disciplinas como Filosofia e Literatura como lugar de resistência à diversidade humana, sobretudo ao respeito à pluralidade de fala e existência de cada um na sociedade. Eles ressaltaram, ainda, que eventos como esse abrem o campo de saber das Ciências Humanas para o diálogo e fortalecimento da própria área, bem como da arte significada na vida das pessoas. 



A primeira conferência foi dada pelo professor Walter Lima Torres Neto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que conversou com os participantes sobre criação no teatro. “Escrever é cavar”, afirmou Lima ao ser questionado sobre as origens de um processo criativo. Para o professor, a criação artística é um trabalho como qualquer outro, que exige do autor um desprendimento racional na elaboração do texto e, no teatro em específico, da formação de todos os processos que envolvem a prática cênica. 

De acordo com Lima, é necessário pensar  numa imagem de “engrenagem narrativa” para se falar sobre as possibilidade de criar uma peça. O professor abordou casos mais tradicionais em que fica a cargo do diretor a criação teatral, centrado no texto; citou ainda o modo coletivo de produção cujo ocorre numa espécie de emancipação ao roteiro e da dramaturgia e para finalizar, o processo colaborativo, permeado pela partilha de ideias. Todos os exemplos foram permeados pela citação de momentos da história brasileira do teatro.

Lima reiterou também que não existe um modelo certo ou errado para a criação artística, ela apenas acontece de forma singular para cada criador, imbuído pelo “forte espírito lúdico que há dentro de si”. “Minha sugestão para a investigação de um processo criativo é acompanhar um grupo de teatro e observá-los trabalhar, fazer uma imersão, para dali tirar dados que vão além da teoria”, reiterou ao ser questionado sobre como lidar com essa vertente na pesquisa acadêmica.

O II Seminário Nacional de Epistemologia do Romance está acontecendo no auditório do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte e segue até sexta-feira (09). Você pode se inscrever pelo site ou no próprio evento. Para acessar a programação clique aqui.

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